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O descanso revigorante do sono
O que tem por detrás do sonho?
Antes de qualquer coisa temos que entender o que significa Sono.
“Sono (do latim somnu, com o mesmo significado) é um estado ordinário de
consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repousos normais e periódicos, caracterizados, tanto no ser humano como nos outros animais superiores, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária”.
Há muitos anos, o ser humano vem estudando o sono, e tentando entendê-lo com todos os seus distúrbios,
intercorrências, manifestações e adversidades, em fim, o sono é hoje mais compreendido pelos médicos do que era há décadas atrás.
Hoje não é difícil encontrar clínicas especializadas, que podem mapear de forma clara e muito fácil todas as fases que temos durante este sono, ou seja, seus ciclos, que são: o sono NREM e o REM (Non Rapid Eye Moviment e Rapid Eye Moviment).
Em outras palavras, aqui temos o sono NREM, que é o início do ciclo onde são liberados alguns hormônios da corrente sangüínea e o REM, que é quando temos propriamente dito o sonho. Explicar todo o funcionamento fisiológico destes ciclos não é o meu objetivo e sim explicar o que acontece por trás do sono e do sonho.
Certamente não seria um espanto dizer que, tanto o corpo terreno quanto o cérebro, descansam exaustos das sobrecargas que são atribuídas a ambos durante uma jornada. Agora surge uma pergunta: e a minha alma, como ela descansa? A Alma não tem necessidade de descansar, ela exerce outra atividade enquanto seu corpo repousa, restabelecendo-se da fadiga do trabalho.
Durante o sono, a ponte de ligação (cordão de prata) que prende o espírito ao corpo terreno é afrouxada, liberando o espírito para “sair” do corpo terreno. Porém isso se dá até uma determinada distância, como a um elástico, que pode ser rompido e o espírito não mais retornar.
No processo natural do despertar, o espírito retorna ao seu corpo de forma tranqüila, sem provocar um impacto brusco e contundente nesta reentrada, não havendo a sensação de que estavam até então separados durante o processo do sono.
Porém, quando uma pessoa está dormindo profundamente e seu espírito, ligado apenas ao corpo pelo cordão de prata, retorna subitamente e desperta, há um retardo no entendimento dos fatos envolventes, um aumento da freqüência cardíaca e a sensação de dor geral pelo corpo. Isso se dá devido à reentrada abrupta do espírito no corpo.
O leitor pode ter passado por uma situação assim de ter tido a sensação de se encontrar meio acordado e meio dormindo, com os movimentos do corpo restritos, como se a compreensão estivesse longe de ser clara. Isso se deve ao fato de não haver uma firme ligação entre o corpo astral e o corpo terreno, o que limita os movimentos e o entendimento.
O processo do sonho se dá devido às experiências que a alma vive durante o processo de afastamento do corpo terreno, ou seja, durante o período em que o corpo terreno restabelece suas forças. Porém, comumente acontece que, por interferência do intelecto, há uma deturpação dos fatos sonhados, o que gera uma confusão nas informações que são relatadas logo após o despertar.
Antigamente, alguns espíritos tinham a possibilidade de intuir informações que eram passadas de forma clara, para que os seres humanos fossem alertados ou mesmo beneficiados por algo que iria acontecer. Com a excessiva valorização do intelecto, esta possibilidade foi se perdendo, e as informações intuitivas que o espírito recebia foram substituídas pelas informações confusas que o cérebro cria.
Com a submissão do espírito ao intelecto, alguns seres humanos tornaram-se reis na matéria grosseira, deixando a Terra ser dominada pelas trevas, escurecendo e obstruindo cada vez mais as irradiações da Luz, subjugando mais seres humanos a viver num meio trevoso, rico em tristeza, mentira, discórdia, inveja, traições e outras.
Retornando ao processo de afastamento da alma durante o sono, como foi dito anteriormente, este é um processo natural no qual o corpo astral segue sua intuição, tendendo tanto para o bem quanto para o mal, mas exercendo a Lei do Movimento. Neste momento, esta alma que aí se encontra, obedecendo à Lei de Atração dos Homólogos, irá estar em contato com os seus semelhantes, estando eles ainda ligados ao cordão de prata ou não, podendo até tirar proveito de pendores kármicos que eventualmente possam existir.
Tudo que é feito para esse fim de forma não natural, como fazem os monges tibetanos, que conseguem separar o espírito do corpo por meio de treinamento, só vai trazer pendores ao seu espírito, que de forma “violenta” é retirado do corpo, além de em nada auxiliar nos encontros com os seus semelhantes.
Os sonhos durante o período do sono, nada mais são do que vivências que este espírito adquire no mundo de matéria fina, que são de grande importância para o amadurecimento espiritual. É importante orientar o leitor que os sonhos podem ser de origem cerebral ou espiritual.
Os de origem cerebral são os fantasiosos, onde geralmente não existe uma
conexão com os acontecimentos, não havendo uma seqüência lógica entre os fatos, além de a comunicação ser feita por palavras, ou seja, os envolvidos durante este processo conversam entre si.
Já no sonho de origem espiritual, existe uma
conexão com o contexto que está sendo vivenciado, não sendo necessário o uso de palavras, os envolvidos neste processo simplesmente sabem o que está acontecendo e o que todos querem, sem articularem nenhum som.
As lembranças dos fatos ocorridos durante o sonho só são possíveis se o despertar se der imediatamente após este, ou seja, o sonho se dá durante a fase do sono REM; desta forma, poderá ocorrer a impressão deste no cérebro. Agora, se o sono prosseguir e entrar no sono NREM, toda a memória será perdida, ficando apenas na intuição da alma, que levará consigo esta experiência se for importante para ela. Outro detalhe é que muitas vezes temos a sensação de que o sonho foi longo e se estendeu por muito tempo, mas, na verdade, não deve ter ultrapassado alguns poucos minutos.
Algumas pessoas relatam a vivência de sonhos com fatos que ainda irão se concretizar. Isso se dá momentos antes do despertar definitivo e é transmitido por espíritos auxiliadores, que nos informam destes fatos. É muito comum acontecerem em interferências do intelecto, ocorrendo um erro de interpretação destas mensagens vindas do Além.
Como acontece com os monges tibetanos, que de forma anti-natural separam o espírito do corpo, nas pessoas que fazem uso de soníferos para facilitar a indução do sono, o afrouxamento do cordão de prata se dá de forma violenta, não dando liberdade à alma, o que deveria ocorrer de forma natural. Com isso, esta alma não consegue se liberar, ficando nas proximidades do corpo em repouso, não conseguindo chegar aos portões de paz na matéria fina, não tirando proveito de mais uma experiência, perdendo a possibilidade de um novo aprendizado.
Outro fato importante que ocorre durante o sono, no período de desprendimento da alma do corpo terreno, é que as almas caminham para os locais em que seus desejos mais íntimos a direcionam, isto porque elas, sem a influência do intelecto, se mostram exatamente como são. Para ser mais ilustrativo, imaginemos uma mulher que aqui na Terra gosta de ser atraente e mostrar seu corpo, cobiçando a atenção dos homens.
Ao entrar na camada astral se encontra nua, completamente despida de qualquer roupa, tornando-se alvo das almas masculinas que ali se encontram. Porém não ocorre da mesma forma como se dá aqui, onde a atração ocorre no sentido de admiração, ocorrendo lá com o intuito de agressão, quando a perseguem e a maltratam. Esta repulsa ocorre devido ao seu mau hábito de desviar as almas masculinas para longe do caminho da verdade.
No caso das almas masculinas ou mesmo femininas que se expõem ao público em exibições de sexo explícito, em filmes ou outras atitudes semelhantes a estas, ao chegarem ao astral, sem a proteção do corpo terreno, mostram as nojentas chagas fétidas que surgem por todo o corpo astral, causando repulsa e asco a todos que por eles cruzam, ficando, por isso, excluídos.
Não diferente acontece aos que possuem vícios, sejam eles quais forem, neste local estarão unidos pelos mesmos desejos e pendores, ainda dificultando com isso o desejo dos que querem sair do referido pendor.
Como podemos observar, seja onde estiver, toda e qualquer criatura que esteja nessa Criação, vive dentro das Leis que regem e orientam as ações e diretrizes estabelecidas pelo Criador no Universo.
Com este novo saber, podemos facilmente concluir que muitos dos fatos ocorridos hoje estão só comprovando o quanto nós, espíritos humanos, estamos longe de onde deveríamos estar. Que isso sirva de alerta para que nossas atitudes estejam dentro das Leis que regem este Universo e que nossos pensamentos sejam puros, livres de tudo que manche as páginas do nosso histórico no Livro da Vida.
Autor
: Dr. Ricardo Vanzetto
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