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Questões da Vida |
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A Força Libertadora do Perdão
A oração mais conhecida do mundo foi dada por Jesus Cristo há mais de dois mil anos e ainda perdura fortemente nos dias de hoje, devido a sua simplicidade e força.
Trata-se do “Pai Nosso” e, apesar de curta e simples, é poderosa e serve como um modelo ideal de oração ao ser humano, dando tudo aquilo de que ele precisa para se dirigir ao seu Criador e Senhor.
Infelizmente essa oração é muito mal compreendida nos dias de hoje e a mesma é recitada de forma impensada e mecanicamente.
No entanto cada frase da oração do “Pai Nosso” possui um sentido espiritual tão profundo, que daria para nos ocupar longamente com cada uma.
Existe uma passagem dessa oração que iremos abordar especialmente nesse artigo que trata do perdão.
“...perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido...”
É bem provável que o leitor ficará surpreso com a quantidade de conclusões que podemos tirar dessa única e simples frase.
A primeira delas é que não podemos esperar um perdão de Deus se nós mesmos não somos capazes de perdoar nosso próximo.
Concluímos também que apenas a pessoa ofendida e o próprio Deus podem perdoar, ninguém mais, incluindo igrejas, padres, pastores etc.
Receber o perdão é, portanto, uma libertação dos pesos amarrados a nossa alma, pesos estes que atrapalham nossa ascensão espiritual, impedindo-nos de alcançar patamares mais altos em nossa evolução espiritual.
Receber o perdão também só é possível quando reconhecemos nosso erro e nos arrependemos verdadeiramente. Somente esta condição permite que as Leis Universais possam agir em relação ao destino que a pessoa traçou para si mesma.
Por outro lado, uma situação não perdoada mantém as mágoas, ressentimentos, sentimentos que pesam na alma e ligam o ofensor ao ofendido, servindo também como pesos na alma, atrapalhando a evolução espiritual.
Ao perdoarmos alguém que nos ofendeu, estamos também nos libertando destes pesos, remorsos e qualquer outra pendência que nos amarra aqui na matéria com a pessoa ofensora.
Nos dias de hoje, o ser humano tem dificuldades para perdoar, por desconhecer a Justiça Divina e suas Leis da Criação.
É importante que se diga que o ser humano encontra-se em um processo de aprendizado, quase sempre desconhecendo que o perdão da parte ofendida não representa a anulação total do erro da parte ofensora.
Seria um engano crer que o perdão concedido pelo ofendido anulasse totalmente os efeitos das Leis Universais e do próprio destino formado pelo ofensor.
O perdão sincero concedido pela parte ofendida atenua, sim, os efeitos do karma, mas tudo irá depender das condições do ofensor, do grau que amadureceu com o reconhecimento de seu erro e o quanto realmente procurou “melhorar”.
O perdão Divino, está atrelado ao retorno da ação realizada, ou seja, à atuação da Lei da Reciprocidade, pois esta Lei não é, em nenhum momento, anulada!
O processo do perdão depende de ambas as partes, pois há ligações mútuas entre o ofendido e o ofensor. Ambos estão com pesos em suas almas que os atrapalham em suas respectivas ascensões espirituais.
O ofendido pode auxiliar seu próximo e a si mesmo perdoando-o e permitindo, assim, que as Leis Divinas atuem, favorecendo, assim, a ambos.
O ofensor, por sua vez, pode ajudar a si mesmo reconhecendo seu erro e resgatando sua culpa através da Lei da Reciprocidade. Reconhecendo seu erro, o ato de ir até a pessoa e pedir perdão consolida esse assunto e faz com que ela não cometa erros similares no futuro, ou seja, trata-se de um processo de amadurecimento interior.
Deus, em si, participa apenas indiretamente, ou seja, Deus não toma partido, mas apenas Suas Leis, que estão presentes no Universo, e que agem segundo Sua Vontade.
Quantos pesos o ser humano poderia retirar de sua alma com o ato do perdão, e quanto auxílio poderia distribuir ao próximo, perdoando-o e, assim, facilitando-o a reconhecer suas falhas.
E, acima de tudo, confiando na Justiça Divina, que atua de forma inexorável, procurando não castigar, mas auxiliar a própria ascensão espiritual do ser humano.
Autor : Celso Dias
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Liberdade
Para podermos entender o verdadeiro sentido de liberdade, temos que ter a definição correta que os dicionários trazem sobre esta palavra, para compararmos com as atitudes que exercemos nos nossos dias. A definição de liberdade dentre outras é: “condição de pessoa não estar sujeita a escravidão ou servidão”. Continuemos.
A nossa chegada a este mundo, onde viemos para o amadurecimento espiritual, trouxemos o Livre Arbítrio, lei que nos foi agraciada pelo nosso Criador, coisa que não acontece com o restante dos animais. Porém, como já é sabido por todos, o Livre Arbítrio nos possibilita vivermos conforme as nossas vontades e desejos, conduzindo a vida para o caminho a qual aspiramos.
A liberdade, para a grande massa populacional, é a forma de viver onde se pode fazer o que se deseja, viajar, beber, usar drogas, participar de orgias entre outras. Esta forma de viver para outros é visto como libertinagem ou ainda uma forma devassa de viver. Mesmo tendo a liberdade de viver conforme se deseja, não tira do ser humano, que tem o Livre Arbítrio, a responsabilidade pelos seus atos e responder por eles, conforme explica a Lei do Plantar e Colher.
Para alguns leitores, poderá surgir a seguinte pergunta:
Como pode o ser humano conduzir a sua vida conforme a sua vontade se existem regras para serem seguidas?
Infelizmente temos o costume de analisar as coisas conforme a nossa vontade ou para ser mais claro, conforme o nosso modo de pensar. É óbvio que se observarmos certas direções de conduta de forma neutra teremos como conclusão que essa não poderá ser a liberdade dada pelo Criador, pois na verdade, ele é escravo da sua vontade. Muito bem, se é escravo de qualquer coisa que seja, ele não é livre como pensa ser, conforme a definição dada pelos dicionários.
Analisaremos agora separadamente algumas atitudes que são consideradas como forma de expressão da liberdade.
FUMAR - O ato de fumar, como foi explicado em outra oportunidade, deve ser considerado como uma grande agressão a uma das maiores dádivas do Criador nos deu que é o respirar. Fumar, além de causar todos os malefícios ao organismo que já sabemos, e manchar o espírito, causa dependência química e psíquica.
DROGAS – Uso de entorpecentes leva a falsa satisfação de euforia e leveza, de bem estar e de alterações visuais que vão necessitando cada vez de doses maiores para que os efeitos se mantenham, portanto, a dependência está presente. Além disso, a necessidade de tê-la em mãos para ser usada, faz o usuário chegar ao ponto de perder o senso do correto, se escravizando.
ÁLCOOL - O seu uso contínuo vai tornando o seu usuário um dependente, tanto físico como psíquico, assim, a necessidade de ingestão se torna progressiva.
SEXO – O sexo não foge de tudo isso, ele altera o comportamento, a moralidade, dando lugar a vulgaridade e a depravação, expõem a pessoa, expõem sua intimidade. Denigre a imagem e destrói a sua conduta.
Ao falar de sexo, não significa que devemos estar na abstinência sexual, conforme explica
Abd-ru-shin na dissertação “A Abstinência Sexual Adianta Espiritualmente” vol.ll.
“Quando os homens se livrarem do erro predominante de que a abstinência sexual é vantajosa, haverá muito menos infelicidade. A abstinência forçada é uma transgressão que pode vingar-se
amargamente.”
Neste caso, refiro-me as transgressões sexuais, ao que podemos até chamar de pessoas doentes por sexo, que fazem do sexo um modo de vida, pessoas que se viciam e tem dependência sexual. Neste caso, se tornam então escravos deste ato.
Todas essas formas mencionadas acima causam dependência do seu usuário, seja ela física, seja ela psíquica, tornam a pessoa que se acha livre em dependente do seu vício, portanto escravo de seus próprios desejos. Se for escravo, não é livre. A falsa interpretação de liberdade é na verdade uma prisão.
Entendendo isso, nos surge outra pergunta: O que é ser livre então?
A liberdade dada pelo Criador a todos nós, é muito diferente do que se pensa, ela se refere ao que é espiritual, ou seja, o espírito deve se tornar livre para que sem pendências possa retornar ao ponto de onde saiu como germe para o amadurecimento.
No Livro “Na Luz da
Verdade” na dissertação “O Homem e seu Livre Arbítrio” vol.ll, Abd-ru-shin explica que toda culpa e todo Karma são apenas materiais por isso, não podem ser incluídos no espírito e sim se aderir a ele, com isso, o espírito que consegue se desvencilhar das suas pendências consegue “lavar a sua veste” e se tornar puro novamente.
Cada pendor que o ser humano vai criando para si tem como representação espiritual como se fossem fios que amarram o espírito. No Livro “Na Luz da Verdade” na dissertação “O Homem e seu Livre Arbítrio” vol.ll,
Abd-ru-shin explica:
“Em cada desvio que tomar será formado um nó nos fios que vai puxando após si e que, devido a muitos caminhos errados, idas e vindas, podem vir a formar numerosas malhas como uma rede, onde ele fica emaranhado; ou submerge, porque ela o retém, ou então terá que se desvencilhar dela com violência”.
Se conscientemente for de vontade intima se livrar de um pendor, o espírito passa a não mais nutrir este fio que o amarra e como uma planta, seca e acaba se enfraquecendo e se rompe, livrando-o. Entenda-se que se livra do fio relacionado ao pendor em questão e não dos outros que tenham relacionado a outros problemas que possam desenvolver fios.
Existem ainda muitos que vivem em busca do ideal, nunca se contentando com nada, sendo dependentes do que é perfeito. No Livro “Na Luz da Verdade”, dissertação “Homens Ideais” vol.
ll, Abd-ru-shin explica:
“Os homens que procuram seguir um ideal são na maior parte uns fracos, que vivem permanentemente ansiando por qualquer coisa que afinal de contas nunca poderá ser alcançada. Pelo menos aqui na Terra. Por isso jamais conseguem ser felizes nem mesmo alegres. Estão bem perto do grupo dos “incompreendidos” e acabam com o tempo caindo em um sentimentalismo mórbido, que não pode levar a nada de bom”.
Ser livre, então, significa estar livre de pendores, que nos amarram como fios e restringem nossos movimentos e nos prendem para a ascensão, suja nossas vestes espirituais que não permite a nossa entrada no plano espiritual. Ser livre é estar limpo físico, mental e espiritualmente. Autora : Ricardo Vanzetto
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