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A superpopulação, sinal dos tempos?

 

Em nenhum outro período de nossa história, a Terra comportou tantos seres humanos. Se houve necessidade de dezenas de milhares de anos para que a população mundial atingisse 1 bilhão de almas (em 1850), cinqüenta anos apenas foram suficientes para que esse número dobrasse. E hoje, 100 anos mais tarde, nós já somos mais de 6 bilhões. O aumento da população não seguiu, como no passado, uma progressão lenta, mas explosiva. Quais são as razões e por que esse fenômeno aconteceu precisamente em nossa época?

Até quando a explosão demográfica poderá continuar?

A questão da duração possível do crescimento da população mundial não está sendo colocada aqui sob o ponto de vista materialista, como costuma ser, mas sob uma ótica espiritual.

Para um materialista, o limite, se é que há limite, não deve ser procurado nas capacidades de multiplicação da espécie, porém nas possibilidades do planeta Terra alimentá-la e de acolher uma população cada vez mais numerosa.

Para aqueles que consideram que o ser humano é mais do que seu corpo, que ele é um espírito imaterial que se encarna em um corpo físico para a duração de sua permanência terrena, a questão se coloca diferentemente. Ela permanece até quando houver espíritos à disposição para se encarnar nos corpos que lhe são oferecidos pelo forte aumento dos nascimentos? Dizendo de outra forma: a reserva dos espíritos a encarnar é inesgotável ou há um limite em seu número?

A Terra pertence ao domínio da matéria e, como o resto desta, é submetida ao ciclo da formação, crescimento, desabrochamento e, depois, da decomposição. No último estágio de sua evolução, a Terra entrará, então, necessariamente na fase da decomposição e não poderá abrigar mais os espíritos humanos. Estes deverão, pois, ter acabado obrigatoriamente sua evolução e retornar ao seu plano de origem.

Disso resulta que a chegada de novos espíritos em uma dada parte cósmica é necessariamente limitada, pois o Criador, em Sua Sabedoria, não permitiria a espíritos aí penetrar se eles não tivessem um tempo suficiente diante de si para concluir completamente sua evolução e retornar ao Paraíso. O número de espíritos que podem seguir para uma parte cósmica não é, pois, ilimitada.

A superlotação: um argumento contra a encarnação?

Se são sempre os mesmos espíritos que encarnam, como explicar que no passado houve tão poucos e hoje há tantos? Onde estavam, então, outrora todos esses espíritos que se encarnaram atualmente?
Uma parte cósmica não é constituída apenas de matéria densa. Entre o plano da matéria densa onde nós nos encontramos atualmente e o plano espiritual, existem numerosos planos intermediários que formam o Além.

Depois da morte terrena, um espírito que se desprende do corpo físico não entra em um período de repouso ou de sono eterno, mas ele continua sua existência em um dos numerosos planos nos quais ele pode permanecer para aprender e fazer experiências que o conduzirão ao aperfeiçoamento espiritual.

Seguindo seu percurso evolutivo, um espírito se encontrará, pois, em um plano ou em uma outra parte cósmica. Assim, é bem possível que, em um determinado momento da história da humanidade, muitos espíritos se encontrem nos planos do Além e pouco dentre eles na Terra. Ou, ao contrário, como é o caso atualmente.

Seria então errado pensar que o número dos espíritos humanos está aumentando, já que o número de habitantes do planeta Terra cresce. O número de espíritos de uma revoada fica sempre igual, apenas sua repartição nos diferentes planos muda.

Por que a explosão demográfica atual?

Numerosos espíritos que deixaram seus corpos após a morte terrena ganharam o plano do Além sem terem reparado todos os erros que cometeram aqui na Terra. Eles precisam então reencarnar para fazê-lo.
Até o presente, a reencarnação desses espíritos se fazia em ritmo lento, como testemunha a elevação progressiva do número de habitantes na Terra ao longo do passado. 

O afluxo de espíritos que se manifesta na explosão demográfica atual mostra que agora a situação mudou: cada vez mais, espíritos procuram se encarnar na Terra para aí resgatar seus erros passados. A brusca mudança no ritmo das encarnações e a rapidez do aumento deixam pressagiar a urgência da situação atual.

De onde vem essa urgência? O homem deve esperar por uma mudança ou um ponto limite no tempo concedido para seu desenvolvimento?
Ao que se referem todas as religiões, as possibilidades para o ser humano de desenvolver suas faculdades interiores para voltar ao Paraíso não são efetivamente eternas. A aprendizagem do espírito é, ao contrário, limitada no tempo e termina, como toda aprendizagem, por um exame de passagem. 

Esse exame é o que todas as religiões chamam de Último Julgamento. Ao longo dele, todos os erros ainda não reparados devem se fazer. O afluxo de almas às quais a possibilidade de fazê-lo é dada, conduz à situação explosiva que nós conhecemos atualmente.
A impotência da humanidade face a esta explosão mostra bem, aliás, seu caráter particular.

Autor : Christopher Vasey

Conceitos eternos

Quando o Universo foi criado, foi previsto que o feminino ocuparia lugar relevante em todas as esferas. Assim, no jardim das eternas virtudes, floresceram, entre outras, a fidelidade, a pureza, a graça e o amor. 

Vistas intuitivamente, essas virtudes deveriam e devem ser os maiores auxílios para o espírito humano em contínuo amadurecimento.Não só aqui ,encarnado nesse planeta terrestre, mas, por todas as partes do Universo por onde o espírito humano peregrina, elas são o bordão e o guia, que conduzem o peregrino pelo seu caminho espiritual. 

Mas, nesse plano da matéria em que a Humanidade tem se debatido já há milhares de anos, o saber intuitivo, desde muito, deixou de ser a vara de condão para o pleno desabrochar dos dons espirituais de cada ser humano, pois, no lugar dele, foi colocado o “saber¨ intelectual, limitado tão somente à faixa de compreensão do que o cérebro possa apreender. 

Porém, quão restrito é o poder de compreensão desse cérebro, dessa ferramenta material, diante de tudo aquilo que diz respeito ao divinal e ao espiritual. Assim, fica ele parado diante dessa força invisível, que nos perpassa dia após dia, hora após hora , dessa força que a ciência sempre declara existir, embora não tenha coragem de pronunciar o nome da origem da mesma: Deus, O Criador, O Princípio Universal, O Pai Eterno ou qualquer outra denominação que os homens julguem adequada. 

Pois bem, essa mesma limitação intelectual não permitiu que conceitos originais, de profundo alcance espiritual, permanecessem puros, como foram intuitivamente determinados à Humanidade desde milênios. 

Daquele amor puro,por exemplo, que só queria fornecer ao próximo aquilo que fosse útil a ele espiritualmente, surgiu um amor deformado,que procura estimular as fraquezas do próximo, que visa interesses materiais e que se confunde com a paixão dos sentidos. 

Do conceito de fidelidade, dirigido mais diretamente ao ser feminino, restou uma pálida imagem ,associada a uma vaga e suposta castidade de pensamentos e atitudes da mulher, em especial à casada, ao passo que o seu verdadeiro sentido era muito mais amplo e abrangia tudo, isto é, o ser humano e ,em especial, o ser feminino, deve ser fiel à sua origem, deve a todo instante lembrar e fazer merecer o título de agraciada por Deus. Cada pensamento, cada palavra, cada atitude deve mostrar a marca nobre de sua estirpe, não importando a sua idade,estado civil, condição social, etc., pois o Criador depositou nas mãos da mulher o destino de sua prole, de seu povo. 

Basta à mulher ser fiel em seu íntimo,ser fiel à missão que o Criador reservou a ela, para que a verdadeira espiritualidade possa surgir entre a Humanidade.

Autor : Roberto Ruas

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