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A vida continua após a morte?

 

Presenciei muitos fatos intrigantes na minha vida profissional, como médico, principalmente nos momentos em que a vida se encontrava por um fino fio, que aqui chamaremos de cordão de prata, que poderia ser rompido e a morte terrena estaria consumada. 

Em muitos outros, com o cordão de prata já rompido, havendo então a separação entre o corpo terreno e a alma, isso foi facilmente perceptível por algumas pessoas que estavam no momento da ocorrência, e algumas, não compreendiam ou eram cegas para entender que a vida continua após a morte.

A existência da alma é facilmente perceptível se as pessoas estiverem abertas para ouvir e entender o fato. Todos precisam entender que a passagem do espírito para o Além ocorre pelo mesmo processo: o “cordão de prata”, que conecta nosso corpo terreno à alma, se afrouxa, depois se rompe, libertando a alma. Que isso ocorra de maneira fácil ou não, depende do desenvolvimento espiritual da pessoa.

De uma maneira geral, aqueles que estiveram à beira da morte e lhes foi dada a oportunidade de retornarem à vida terrena, relataram na integra os esforços que a equipe médica empreendeu na tentativa de lhes trazer novamente ao convívio dos familiares. 

Todos os relatos aqui descritos foram baseados em fatos reais, fatos que realmente aconteceram na minha presença e que pude entender sob o prisma espiritual, com o aprendizado obtido pela leitura dos ensinamentos de Abd-ru-shin no livro “Na Luz da Verdade” - Mensagem do Graal, a qual, convido todos a lerem de forma limpa e aberta para que a compreensão seja mais adequada.

Limpa e aberta deverá ser a compreensão do leitor sobre a morte, pois o ser humano costuma permanecer incrédulo ou mesmo menospreza tudo aquilo que não vê, não compreende ou mesmo não sente. Gostaria de aqui lembrar que este mesmo erro ocorreu há muitos anos atrás, quando observadores e/ou cientistas de tempos passados disseram que a Terra era redonda e que o Sol era o centro do Sistema Solar; que se ignorava a existência de micro-organismos que causavam doenças, e podendo levar a complicações clínicas. 

Neste período, muitos riram deles e alguns quase foram queimados por esta “heresia” mas hoje, tudo isso está esclarecido. O mesmo ocorre aqui.

Antes de qualquer coisa, eu faço uma pergunta: O que é a morte? Certamente muitos responderão – “Morte é a ausência da Vida” - Pois bem, faço então outra pergunta: O que é a vida? – Não me digam que é o contrário da morte. Todos nós sabemos o que é vida e morte, porém temos uma grande dificuldade em qualificá-la. 

A vida, só é possível se houver a existência de uma alma no interior do corpo terreno, do qual ela toma posse para se desenvolver e amadurecer, por meio da convivência com outros seres mais ou menos amadurecidos, quando pode observar, caminhar, ler, ouvir, ou seja, utilizar como ferramentas para este aprendizado, na matéria, o corpo e o intelecto. Em contrapartida, este corpo, para se manter vivo, depende da ligação do cordão de prata, que mantém o espírito ligado a ele, ou seja, vivo. 

Com a ruptura deste cordão de prata, o corpo terreno se separa do espírito, vindo este corpo terreno a morrer, sendo que o espírito continua sua caminhada, agora na matéria fina. Com isso, concluímos que o que é realmente vivo é o espírito e não o corpo terreno. 

Reconhecendo a existência do espírito, cabe então um esclarecimento ao leitor: o que vem a ser a alma. Muitos confundem o espírito com a alma, mas, na verdade, esta confusão ocorre porque estão muito ligados entre si, pois assim como o corpo terreno é um invólucro deste espírito na matéria grosseira, a alma é o invólucro do espírito na matéria fina, ou seja, como se fosse sua roupa, para que haja um melhor entendimento. 

Um momento histórico sobre este ponto da explicação foi o fato de Jesus, mesmo após ter sido sepultado, aparecer aos seus discípulos, e muitos não o reconhecerem. Com isso, ele pôde nos ensinar que o que permanece vivo em nós é o espírito.

Um outro conceito importante que deve ser entendido é que tanto a matéria grosseira quanto a matéria fina aqui descritas, são matérias e uma é a continuidade da outra. Interligado à matéria, temos o corpo astral, que deve ser considerado como uma “forma”, ou seja, uma representação, ou se preferirem uma cópia, da matéria grosseira. 

É a partir deste conhecimento que podemos entender o que acontece com as chamadas “dores-fantasmas” que muitos apresentam quando são submetidos à amputação de algum membro. Em outras palavras, mesmo quando um doente é submetido à retirada de, por exemplo, uma perna, devido a uma ferida ou lesão, ele ainda continua sentindo dores no membro por um determinado tempo. Isso ocorre pela sua configuração no corpo astral que ainda mantém a perna com sua respectiva ferida aberta.

Cientificamente, muitas mudanças ocorreram na conceituação dos limites que os pesquisadores deram para a morte. Inicialmente, acreditavam que uma pessoa estaria morta se ela parasse de respirar. Os médicos desta época colocavam vidro ou espelho próximo das vias respiratórias, se não ocorresse o embassamento, a pessoa era dada como morta. Esta teoria caiu com o advento dos respiradores. 

Na seqüência, a morte passou a ser dada pela parada cardíaca, que também foi substituída com as terapias de ressuscitação cardio-pulmonar e cirurgia cardíaca. Hoje em dia, se aceita que uma pessoa entrou em óbito se o seu cérebro parar de funcionar, ou seja, quando por intermédio de um exame de Eletroencefalograma (EEG) não se observar atividade elétrica. Surge então uma pergunta: Até quando será assim? Se novamente for mudada, como será a forma de se constatar uma morte clínica?

Pelos ensinamentos de Abd-ru-shin no livro “Na Luz da Verdade” Mensagem do Graal, há uma explicação clara sobre a morte, é quando houver um afrouxamento no cordão de prata e seu rompimento. Sem que isso aconteça, não se pode dar como morto um corpo, pois o espírito está ainda ligado a ele. Indo um pouco mais fundo, concluímos que o mesmo ocorre com a eutanásia, quando os equipamentos e drogas que permitem a manutenção do corpo, são retirados e com isso há a ruptura do cordão prateado de forma anti-natural. Porém, estes assuntos certamente levariam a discussões que não me cabe aqui levantar, pois, muitos eventos estão relacionados a ele.

Com a aproximação do momento em que o cordão de prata é afrouxado, o espírito que pouco se interessou por entender o outro lado da vida, que nada conhece sobre o Além, estará confuso, porque não dizer, desesperado, ao perceber inútil, agora, “tudo” aquilo em que sempre acreditou ser a única verdade, e que a continuidade da vida fora motivo de crítica e sátira de sua parte. 

Este espírito certamente se agarrará fortemente ao corpo que padece no leito, retardando sua partida que por culpa dele mesmo, é dolorosa. Possivelmente, irá desprezar a ajuda daqueles que, já desencarnados, lhes tentam auxiliar. Por outro lado, aquele que, de uma forma ou de outra, estudou e se interessou em saber como é a vida no Além, este terá uma maior facilidade em se libertar do pesado invólucro que é o corpo de matéria grosseira.

Muitas vezes, escutamos relatos de pessoas que estão à beira do transpasse, com visões que se passam na matéria fina, como: luzes brilhantes, túneis, portais, pessoas de roupa branca chamando, para não terem medo e outras coisas mais. Isso se deve ao fato de começar a se abrir o chamado “terceiro olho”, ou seja, os olhos de matéria fina, isto pelo afrouxamento do cordão de prata. 

Com esses olhos é que os verdadeiros videntes podem observar e relatar os acontecimentos do outro lado. Atente-se apenas ao que dizem os “verdadeiros videntes”, pois existem os charlatões, que não devemos perder tempo em mencioná-los.

Muitos fervorosos religiosos, entendem como sendo milagroso o fato de Jesus ressuscitar a filha de Jairo, o próprio Nain e também Lázaro. O fato é que Jesus, sendo o Portador da Verdade e dos ensinamentos de Deus, jamais poderia ir contra as Leis que regem o Universo, criadas pelo Seu Pai, portanto essas pessoas ainda estavam ligadas às suas almas e por este motivo tiveram a possibilidade de retornar. Milagre é para os homens este acontecimento, porém ele se insere tão só na maior ativação das Leis de Deus, pela força da fé.

Devemos entender a morte como sendo uma fase da vida, uma passagem de extrema importância, pois dá condições de outros espíritos virem, terem suas oportunidades, devendo ser vista como o nascimento da alma no Além. Vendo por este ponto de vista, seria pouco compreensível ver os familiares de um falecido debruçados sobre seu caixão chorando, clamando pelo seu retorno.

Coloquemo-nos no lugar deste espírito que, vendo seus entes queridos e amigos chorando e gritando, tem o desejo de acalmá-los, mas vê que todos seus esforços são em vão. Esta atitude desesperadora de parentes é uma forma errada de ver as coisas, por falta de compreensão espiritual.

Relatos de muitos doentes que estiveram à beira do transpasse falam dos esforços que as equipes médicas tiveram em trazê-los novamente à vida, dos choques, das palavras de estímulo que uns davam aos outros. E tudo isso assistiam ao lado do seu corpo material, vendo tudo. Isso é possível pela frouxidão que ocorre no cordão de prata, já mencionado. Um outro relato foi de uma moça, que em estado avançado de sua doença, sentada em uma poltrona, encostou a cabeça na parede, quando sua coloração que já era pálida, foi se intensificando, e seus batimentos cardíacos diminuindo. 

Quando uma pessoa próxima a chacoalhou chamando-a pelo seu nome, retornou de sua viagem. Relatou então que estava em um lugar muito bonito e no momento em que estava passando por um portal muito florido, escutou alguém chamar e, ao olhar para trás, retornou.

O espírito que partiu deste mundo de matéria grosseira, ingressando no mundo da matéria fina começa uma caminhada para o local ao qual sua maturidade espiritual lhe permite. Seja qual for o local em que estiver, estará em contato direto com todos que são de sua igual espécie. 

Este é um dos motivos que mais dificultam o amadurecimento espiritual no Além, o contrário do que ocorre na matéria grosseira, onde existe a possibilidade de estar ao lado de pessoas mais e menos amadurecidas. Mas o verdadeiro objetivo do espírito é alcançar o Paraíso, um local maravilhoso, luminoso e de muita irradiação como o próprio nome já diz e, para isso, deverá estar com seu espírito leve e sem pendores, livre de qualquer coisa que o empeça de entrar. 

O Criador, em toda a sua perfeição, jamais gostaria de ver a Sua criatura passando pelos dissabores que vem passando, mas por esta perfeição, isto ocorre, pois o ser humano cometendo erros há milênios, tem que passar por tudo isso, para recuperar as faltas que mancham sua alma, para poder chegar ao Paraíso.

O livro “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, Abd-ru-shin faz várias advertências aos seres humanos, nas quais peço aos leitores que reflitam:

Cai dos olhos a venda e a crença se torna convicção.” (pagina 9 do volume I) 

 “Aprendei a conhecer direito a Criação em suas Leis! Nisso reside o caminho para o alto, para a Luz!” (pagina 341 do volume II)

O homem que conhece a Criação em sua atuação tão ajustada às Leis compreende nela logo a grande Vontade Divina.” (pagina 340 do volume II)

A Palavra da Mensagem do Graal é viva, de modo que só se deixa encontrar com toda a sua riqueza por aquelas pessoas que têm na alma um anseio real e sincero! Tudo o mais ela repele automaticamente. Para os presunçosos e para os que procuram apenas superficialmente, a Mensagem permanece um livro fechado com sete selos!” (pagina 398 do volume II)

Autor : Ricardo Vanzetto

Cultive a paciência

Calma! Respire fundo e leia esse artigo tranquilamente.
Nos dias de hoje enfrentamos uma fraqueza social em quase todos os lugares que freqüentamos: a impaciência.

A maioria das pessoas é incapaz de enfrentar filas, aguardar no telefone, esperar pelo sinal verde no trânsito etc, sem ficar impaciente, mesmo que isso seja imperceptível aos demais.
Após a impaciência, vem o nervosismo, a irritação. E nos casos extremos, os conflitos, brigas e desrespeitos em geral.
Esse é um problema que pode ser observado facilmente no mundo de hoje.

Qual seria a causa dessa fraqueza humana nos tempos atuais?
Vivemos na era da informação e da tecnologia, onde tudo está ao nosso alcance de forma rápida. “Fast-food”, Internet, Bancos on-line, celulares que nos mantêm conectados com o mundo, E-mail, alimentos congelados, comidas entregues em casa no sistema “delivery”, e outros exemplos mais.

Ao longo do tempo fomos acostumados à rapidez, a termos respostas rápidas para nossas solicitações. Mesmos as distâncias, hoje, foram encurtadas através da facilidade dos vôos de avião, internet, carro, etc.

Nossas mentes estão condicionadas a uma velocidade maior e a processar quantidades de informações cada vez maiores também, através do uso da internet, celulares, e-mails, televisão, games, em fim, no mundo globalizado que o homem criou.

Mas isso tem um efeito colateral : Quando nossa mente fica em estado de espera, ela anseia ter “algo” para fazer, ou seja, ela perdeu a capacidade de “aguardar”, ou de trabalhar com um fluxo menor de informação.

Como conseqüência, as pessoas, que assim orientam seu estilo de vida, tendem a cultivar a própria impaciência. Há a necessidade constante de manter o intelecto ativo, de falar antes do outro em uma conversa, de se conectar com o mundo. 

Perde-se, então, a arte da meditação, da contemplação da natureza, de ouvir mais do que falar.
Essa tendência é cultivada com cada vez mais intensidade pelo intelecto humano, que anseia ter cada vez mais informações para lidar e acumular, pois se cria um hábito neste sentido! A mente se cansa e nos intervalos procura-se apenas descanso através de distrações.

Mas existe um perigo ainda maior por trás disso: a perda do anseio pela espiritualidade!
Falta espaço e condições para a dedicação com temas mais calmos, etéreos e imateriais.

Essa tendência “amarra” ainda mais as pessoas na matéria, não dando espaço para a reflexão calma e serena sobre aspectos da vida espiritual, que possui outra forma de ser entendida, bem diferente de como lidamos com o mar de informações daqui da Terra.

Cultivar a paciência não significa abandonar a tecnologia e as facilidades que o mundo atual nos oferece. Significa, porém, dominar essas facilidades, não se deixando emaranhar por elas. Não desperdiçar energia e tempo tentando acompanhar o ritmo frenético que a sociedade tecnológica impõe.

Cultivar a paciência é domar os pensamentos, diminuindo o ritmo do processamento das informações através da filtragem do que realmente é útil.
Criar o hábito da reflexão calma e da contemplação da natureza e do mundo.

Observar a si mesmo e reconhecer quando o ritmo está muito acelerado, prejudicando o entendimento e/ou o interesse por temas mais espiritualizados.

Após nosso estágio vivencial aqui na Terra, partiremos daqui somente com aquelas experiências e vivências que nosso espírito assimilou. Todo o restante não nos é útil para a continuidade de nossa existência, ainda porque morre junto com nosso cérebro material.

Este é um critério valioso que o ser humano deve usar para direcionar suas atenções em meio ao mar de informações em que navegamos, buscando atracar em portos mais calmos e espiritualizados.

A Mensagem do Graal ensina ao ser humano, que busca paz e fortalecimento da intuição, que deve-se manter “limpo” o foco de seus pensamentos.

Dessa forma, o homem tem condições de outorgar mais clareza a seus pensamentos e abertura para temas voltados a espiritualidade.

Manter limpo o foco dos pensamentos, segundo Abd-ru-shin, autor da Mensagem do Graal – Na Luz da Verdade, é o Primeiro passo que o ser humano deve dar em busca de sua espiritualidade.

Pensamentos limpos, claros e calmos auxiliam na ascensão espiritual, bem como, outorga a paz e a paciência que tanto necessitamos.

Autor : Celso Dias

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