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Os animais vivem após a morte?
Existem muitas dúvidas sobre a continuidade da vida após a morte terrena de plantas e animais.
Dessa forma, esse artigo excepcionalmente não tratará da espiritualidade do ser humano em si, mas sim de como os animais e plantas vivem além da vida material.
Abd-ru-shin esclarece, em sua
Mensagem do Graal, que os animais não possuem um espírito como os seres humanos, ou seja, o núcleo vivo dos animais é diferente do núcleo vivo do ser humano, que é espiritual. Os animais possuem, ao invés de um espírito, um núcleo
enteal. Eles também possuem uma alma, mas o núcleo vivo desta alma é
enteal.
Trata-se de uma constituição que se encontra abaixo do Espiritual, na estrutura da Criação.
Isso explica, por exemplo, por que os animais não possuem livre arbítrio como os seres humanos. Eles vivem na Terra guiados basicamente por seus instintos e atuam na Natureza exatamente de acordo com sua função dentro do Todo, dando harmonia e equilíbrio à Natureza.
Já os seres humanos possuem livre arbítrio e podem decidir o rumo de suas vidas, no sentido de seguir as Leis da Natureza ou não. Mas essa livre decisão de escolha também condiciona no homem, a
responsabilidade pelos seus atos, coisa que os animais não possuem, visto atuarem de acordo com as Leis da Natureza naturalmente. Seus núcleos enteais permitem isso naturalmente.
Outra consideração importante sobre os animais: seus núcleos vivos enteais são de mesma constituição básica dos seres elementares da natureza (designados na
Mensagem do Graal como “enteais”), seres invisíveis aos olhos humanos, mas que existem e atuam ativamente na Natureza, mantendo-a e protegendo-a.
Assim sendo, os animais também vivem após a morte terrena. Suas almas também prosseguem no Além como as nossas, apesar de existirem diferenças na vida do Além entre animais e seres humanos. Ambos, animais e seres humanos, possuem a necessidade do auto-desenvolvimento, para ampliar e fortalecendo suas capacidades de atuação dentro da Criação de Deus. Porém, cada um em suas respectivas formas de atuar.
Não devemos interpretar isso no sentido que um animal poderá se tornar humano após sua jornada de desenvolvimento. Isso não é permitido pelas Leis da Criação, assim como também não é permitido ao ser humano espiritual se tornar divino após sua jornada evolutiva.
Cada ser, uma vez criado pelo Criador, poderá se desenvolver eternamente, mas manterá sempre suas características próprias, ou seja, um animal, por mais desenvolvido que se torne, continuará sendo um “enteal”, um ser humano continuará sendo “espiritual”. Ampliarão somente suas forças e capacidades de atuação dentro da Criação, mas cada espécie dentro de sua atuação.
As plantas, por sua vez, não possuem um núcleo enteal vivo como os animais nem mesmo um núcleo vivo espiritual como os seres humanos, mas possuem vida!
Como isso é possível, se em muitos de nossos artigos, inclusive na própria
Mensagem do Graal, explica-se que a matéria é morta em si e desprovida de vida?
A resposta está na atividade dos enteais, ou seres elementares, mencionados acima.
Como as plantas não possuem um núcleo vivo enteal como os animais, núcleo este que poderia outorgar mobilidade e um certo nível de consciência, os enteais irradiam energia e vibrações às plantas, e as mantêm vivas e atuantes na Natureza, assim como o fazem com os demais elementos como a água, terra, fogo, minerais, ar, etc.
Isso leva ao fato de que uma planta não vive após a morte terrena, bem como não dispõem do processo de encarnação como acontece com os animais e seres humanos.
Isso não significa que não haja plantas no Além e em outros planos da Criação.
Assim como existem enteais que mantêm e desenvolvem a natureza aqui na Terra, também existem tais seres no Além e em outros planos da Criação, mantendo plantas e demais recursos necessários, com suas respectivas belezas.
Quanto mais alto for um plano na Criação, mais bela e viva será a Natureza e as paisagens.
Por fim, apesar de os animais possuírem níveis de consciência menores que os seres humanos, isso não condiciona a importância dos seres dentro da Criação como um Todo. Isso significa que cada ser, dentro do Universo, possui um determinado objetivo, uma determinada atuação que, uma vez desempenhada, outorga harmonia e desenvolvimento ao Todo.
O ser humano, apesar de ter livre arbítrio, é o único que, até hoje, não atuou como deveria dentro da Criação, atrapalhando as atividades dos animais e enteais no desempenho de suas tarefas.
Para a Luz, o valor de um ser é determinado por sua atuação e fidelidade. Isso significa que não é a categoria do ser que lhe dá maior ou menor importância, e sim, como ele atua dentro do Todo, construindo e motivando o desenvolvimento de acordo com as Leis da Natureza ou destruindo e torcendo as Leis.
Autor : Celso Dias
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