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Sete de Setembro
Dia especial para cada brasileiro, pois nesse dia de 1822 nossa pátria conseguia sua independência política. Mas independência todos os países, cedo ou tarde, acabam conseguindo.
Só que com nossa independência foi diferente; foi relativamente pacífica em comparação com o que aconteceu em outros países. No Brasil não houve derramamento de sangue, de sangue que fala de ódios intermináveis, de guerras, de confrontos prolongados. Vejam o que aconteceu e ainda acontece, por exemplo, nas colônias portuguesas na África, onde milhares morreram, e pior, mutilados perambulam pelas ruas com seus penosos problemas pessoais e o país atola-se na miséria de toda espécie.
Agora, façamos uma retrospectiva de nosso passado histórico: a figura de José Bonifácio “o patriarca da independência” surge altaneira, forte e decisiva às vésperas da independência, tendo a seu lado politicamente, a força de uma mulher de grande inteligência espiritual, a princesa Leopoldina, que além de fortalecê-lo por sua dignidade e feminilidade, conseguiu inspirar o próprio marido, D. Pedro I, com aquela significativa carta histórica, a qual, colocando-o a par da situação entre Portugal e o Brasil, levou-o a proclamar nossa independência com o brado : “ Independência ou Morte”.
Essa frase libertadora até nos faz lembrar o brado de "He Man" para vencer seus inimigos: “Eu tenho a força !”
Força fluía nesse dia sete de setembro, pois nesse dia de todos os anos flui do Criador para todo Universo a Força da Feminilidade com a qual, Ele beneficia através da mulher todos os espíritos que se abrem ao Bem.
Ora, foi a carta de Dona Leopoldina que estimulou e inspirou D. Pedro I a proclamar a independência, pois, vibrando na Força da Feminilidade, ela pode assim ser medianeira inspiradora de uma independência pacífica e abençoada junto com José Bonifácio, que desde jovem revelara seus dotes espirituais, que o distinguiam das outras pessoas com as quais convivia.
Foram esses dois espíritos nobres e fortes que prepararam para D. Pedro I a independência do Brasil. D. Pedro I foi apenas o executor de uma independência pacífica, amparada pelo Céu.
Que nesse dia sete de setembro possa cada brasileiro, ao tomar conhecimento desse fato, agradecer ao Criador a graça de ter uma pátria privilegiada desde a sua origem, em cujo céu brilha o Cruzeiro do Sul e em cuja terra estende-se um solo abençoado por uma independência pacífica, sem lutas sangrentas, coisa rara entre os povos.
Autora : Alzira Dionísio
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